TRON

dezembro 13th, 2010 Posted in Sem categoria

tron

Críticas de cinema sempre dividem opiniões. Apesar de não resistir e acabar lendo todas, sei que devo assistir aos filmes que me interessam e julgar por mim mesmo. E falar mal do filme para amigos ou recomendá-lo para estiver por perto. Sempre fui entusiasta da divulgação espontânea, aconselhando a todos a repetir experiências que gostei ter vivido. Para muitos, sou um chato de péssimo gosto.

Fui conferir a pré-estreia de Tron – Legacy e posso escrever aqui algumas palavras sobre o filme. Mas evitarei os clichês dos críticos. Vou dividir minhas impressões em dois pequenos textos: “Por que ver?” E “Por que é ruim?”

Por que ver?

O visual é realmente muito bonito. O 3D é bem usado, sem ser cansativo. Sempre percebemos uma profundidade nos quadros, sem que objetos fiquem voando em sua direção.

O filme é praticamente todo feito em computação gráfica, mas o melhor efeito está no rejuvenescimento do Jeff Bridges. É possível ver o ator em 3 papéis, sendo dois deles com uma aparência de dar inveja em cirurgiões plásticos. O ator, que protagonizou o Tron original em 1989, aparece velho e novo neste legado, sempre com uma boa atuação.

Algumas músicas da década de 80 saem das máquinas empoeiradas de fliperama. Não chega a ser um ponto alto, mas agrada quem já passou dos 30. Aliás, a trilha original também não é ruim, a cargo do Daft Punk e claramente inspirada nas que Hans Zimmer anda fazendo para Christopher Nolan (o estresse ouvido em Batman, Cavaleiro das Trevas e as “vuvuzelas” de A Origem estão lá). Em alguns momentos a música lembra também a que faz John Carpenter para os filmes que dirige, totalmente década de 80 com ares modernosos. Particularmente gosto muito dessa linha (ver Fuga de NY e Os Aventureiros do Bairro Proibido).

Por que é ruim?

Lembra de quando os filmes com pretensões de nos fazer pensar realmente nos faziam pensar? Quando o filme Matrix foi lançado em 1999, a internet ainda era um bebê, mas já pipocava uma série de debates sobre as mensagens escondidas no roteiro dos irmãos Wachowski. Bastava uma criança careca no filme dizer “Não existe a colher…” para começarem as pesquisas sobre a filosofia budista e sobre os livros apócrifos da bíblia. Tron não filosofa. Joga o papo sem rodeios e tenta explicar o inexplicável, sempre com ares de “grande revelação para a humanidade”. Acho que chegam a usar essa frase no filme…

A cabine de imprensa foi as 10h30 da manhã. O fato é que existe uma “barriga” no filme e não sei se o horário ajudou, mas eu bocejei lá pelos 50 minutos. Isso não pode ser bom.

Todas as incoerências de roteiro são esquecidas quando vemos muitas cenas de ação. Não é o que acontece no filme. A fantástica sequência do combate entre as motos na tão aguardada “grade” é filha única. Tentam com aviões, mas não funciona da mesma forma.

 Tron Legacy – Trailer Oficial (2010)

Enfim, se eu acho que o filme deve ser visto? Claro que sim. Veja todos que puder. Recomende os que gostar e fale mal dos que te decepcionarem. Mas, saiba que a fama de chato e de ter mal gosto é um risco que se corre.

Marcio



56 Comments

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